Boia 348
O simples impossível do Marcello Serpa
Gonzaguinha cantou - quando ele canta, ele também conta assim:
“E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá.”
Nesse episodio do Boia, Bruno Bocayuva, João Valente e Júlio Adler trocam ideias com Marcello Serpa, um dos diretores de arte mais premiados do Brasil.
Não é por acaso que a expressão troca de ideia foi escolhida, afinal todo mundo aqui vive um pouco disso.
Os temas derivaram entre cenas épicas do Robert Duvall, surfe solitário, hino do America, Charlize Theron, lápis mordido e o preço de morar no Havaí.
A trilha foi de Yeasayer com 2080, Shawn Lee’s Ping pong orchestra com uma versão Ride of the Valkyries do Wagner, Paulinho da Costa com Berimbau Variations e Gaudi com Bach @ Liszt (Bucket List)





Parabéns Júlio, Bruno e João ! Boia cada vez melhor. Estes três últimos episódios foram demais. Por mais convidados assim no programa. Que abram nossos olhos e mentes para outros pontos de vista sobre a vida, surf e negócios.
Fala, Trio ternura e 13+ ouvintes!
Papo muito bom com o Serpa, deu até vontade de comprar os livros lançados pela Afluente.
A visão dele das marcas de surf é bem interessante, falaram de várias que podem apontar os rumos da nossa indústria, já nem "tão nossa assim", de vestuário, que por muito tempo fincou a nossa identidade.
Senti falta de menção ou comentário a respeito da TVB, que me parece um caso de sucesso, seja pela qualidade do material, fazia tempo que não surfava com uma bermuda tão boa (ainda não tive o privilégio de surfar com o Le Short da Maxime). Os irmãos Vaz, pelo que vejo à distância, tem tido uma certa predominância nas praias cariocas e tem se movimentado para terem posição fora do estado. Outra fabricante que está com apelo muito forte é a Florence, mencionada no programa e numa outra entrevista do Marcello (RivoTalks, link abaixo), que tem povoado os lineups mundo afora, e cuja dificuldade em adquirir no site brasileiro é grande, atestando o sucesso de vendas (no podcast do Brisick pro Surfer's Jounal, entrevista o Bob Hurley, eles falam da criação da marca, link também abaixo).
Outra marca mencionada que me parece fazer um trabalho decente, que mira o core e acaba atingindo o mainstream (talvez seja esse o caminho "orgânico" de crescimento e manutenção das marcas de surf ) é a Patagonia. Em seu rol de embaixadores/patrocinados tem pessoas da estatura do Rastovich (lembro do furor que causou a saída dele da Billabong para a marca do Chouinard).
Por falar na marca do americano e conectando na escolha de música do Marcello, baseada no filme The Drifter, lembro de uma resenha que o Júlio fez dessa obra cinematográfica para a Hardcore, naquele tom ácido e cirúrgico característicos. Se minha memória não estiver falha, tinha algum linha falando das cores, que seria um empurrão para alavancar as vendas dos boardshorts da Hurley kkkkkk
E outra coisa, não seria Jim Banks, ou até outros personagens os verdadeiros "The Drifters", ao invés do californiano de madeixas douradas e postura blasé? (cartas para a redação).
Na sessão filmes e atuações do Robert Duvall, recomendo "O Juiz".
Encerrando os pitacos e chuva de links, segue produção do Gaudi apoiando-se em arquivos de ninguém mais, ninguém menos, outro favorito da casa, Lee Scratch Perry. Dub pesado em E=MC².
PS: fica a dica para a nova leva de camisetas do Bóia, bota o Serpa para fazer o desenho e o Maxime para produzir, seria uma parceria do grandissíssimo...
Complementando as referências aleatórias:
Tim Maia cantando o hino do América:
https://youtu.be/D4nsgTu2duk?si=zB1Bm3E99TrJEmDU
Alquimia Gaudi + Lee Scratch Perry:
https://open.spotify.com/track/68gtlnAd9Eb7IxmJ8aQvEa?si=KBdxSTdrS5a997oSf4BbNw
Outras entrevistas recentes do Serpa:
https://youtu.be/l0KjUAknGJY?si=9rEJV1Lg4V2LhF8k
https://youtu.be/ya3OTJpi13o?si=I6Gge4E4avmMwFRW