Now you're talking

Irons sente o cheiro de sangue.
Antes de qualquer outra coisa, não me lembro de ter visto um aéreo tão alto numa final de campeonato - nem em nenhuma bateria.
A Rip Curl teve uma sorte que será difícíl de igualar, ou por outra, a idéia do WCT móvel, um ano em Reunião, outro no México, quem sabe em Madagascar no ano que vem ?, é genial.
Lembro ao amigo que essa campanha, The Search, saiu da cuca do Derek Hynd.
Será complicado algum outro campeonato em 2006 chegar perto do que foi 'La Busqueda' mexicana.
Mas, pensando bem, temos Jeffrey's, Mundaka e o Pipeline Masters, que inesperadamente pode tornar-se um campeonato histórico, tudo depende do humor do nosso melhor amigo, Netuno.
Quem esteve distante do resto ?
Slater
os dois Irons
Martinez
Knox
Reyes
Pancho
Damien e C.J.
Wardo
A corrida ao título de zero-meia começa agora.
Um erro crucial do Slater pode atrasar, ou comprometer, sua oitava coroa.
Contra Knox, freguês de carteirinha do Careca, Slater não acreditou nas chances do Bonehead, afinal de contas, nas oitavas em Bell's, Slater amassou Knox sem a menor cerimônia, inclusive empurrando um nervoso Taylor em ondas ruins, estratégia bem dominada por Kelly, aprendida com os velhos mestres da catimba, Lynch, Kong, Curren, Pottz e cia.
Martinez tem agora dois nonos (deve descartar um deles), um quinto, um terceiro e um primeiro.
Irons tem, um nono, dois quintos, um terceiro e um primeiro.
Taj, um 17 (descarte), um nono, um quinto e um terceiro.
Knox, um 17, um nono, um quinto, um terceiro e um segundo.
Damien tem um quinto e um primeiro pra entrar na briga.
A turma de baixo precisa começar a ganhar, ganhar e ganhar se sonha ainda com alguma coisa mais do que o top 10.
Fanning fica devendo, parece ainda estar sob efeito do fabuloso 'comeback' de 2005.
A brasileirada disputa 17s e 33s, por enquanto Paulo Moura tem mais 17s do que 33s e é o melhor brasileiro, mas Mineirinho sobe com descarte - Raoni, contundido até essa etapa, começou quente, mas tem um quinto e só.
Peterson fez as honras da equipe em Barra e Yuri deixou sua marca no placar dos 10 do ano.
Mais não digo.
Pedro Henrique precisa duma vez por todas entrar na bateria para vencer e não para se consagrar - isso pode ser feito mais tarde, com a cabeça no lugar.
Adriano tem tudo, velocidade, manobras eficientes e modernas, explosão, mas falta uma ou duas rodadas de circuito até ele aprender, por exemplo, andar no lugar certo da onda.
Na sua primeira bateria, escolheu as melhores ondas, conseguiu boas notas, mas me pareceu aflito demais em fazer a onda, ficando muito na frente dos espetaculares tubos mexicanos.
Na bateria que perdeu, ficou a péssima impressão de que se entregou e deixou Parko, mesmo sem muito brilho, levar a contenda.
Próxima parada, J. Bay, é uma das ondas mais difíceis do planeta de surfar bem e costuma destruir reputações de surfistas afobados.
Bobby, 'El Chicano', Martinez leva vantagem por ter crescido em Santa Barbara surfando Sand Spit, Rincon e outros point-breaks menos citados.
Andy tem fome.
Knox encaixa como poucos lá.
E 'El Rey', Slater, quer provar tudo de novo...
1. Kelly Slater (USA) 4233 points
2. Andy Irons (HAW) 4140 points
3. Bobby Martinez (USA) 40008 points
4. Taj Burrow (AUS) 3650 points
4. Taylor Knox (USA) 3650 points
6. Damien Hobgood (USA) 3542 points
7. Joel Parkinson (AUS) 3052 points
8. CJ Hobgood (USA) 2896 points
9. Bruce Irons (HAW) 2884 points


