Revolver

Lennon e Mc Cartney já diziam: De ignorância e ódio padecem os mortos.
Isso é daquela cançãozinha manjada chamada 'Tomorrow never knows' (amanhã ninguem sabe...numa tradução livre), do disco que chamava-se 'Revolver', uma das cinco maiores obras da música moderna em qualquer lista.
Nada como ouvir 'Revolver' sem parar enquanto pensamos no tal plebiscito do desarmamento.
A onda agora é escorregar no tobogã do não, mostrando consciência social e ensinando aos desavisados, como eu, que estaremos todos desprotegidos do lobo mau.
Algo como dizer que nem adianta fazer campanha para a turma vestir camisinha, vai mesmo tudo morrer de aids, que é doença de boiola e pobre. Muito menos avisar que jogar lixo na rua é feio, o argumento é que sem lixo os garis ficam desempregados.
Quero que o policial aposentado pare de apontar seu trabuco para qualquer bobalhão que o atrapalhar no trânsito.
Voto sim e se amanhã uma bala atravessar meu peito no meio da rua será por negligência histórica desses governos fundamentalistas de merda que infestam nossas prefeituras e não porque fui contra a venda de armas.
Em algum momento o brasileiro terá que romper com essa violência.
A solução não está em inverter grades, morando, nós, no lado de dentro.
Marina Maggessi, Walter Maierovitch e Luis Eduardo Soares incomodam bem mais do que o delegado Ivaney de São Paulo, condecorado por bons serviços prestados a comunidade, enquanto os tres primeiros são sutilmente afastados.
Meu gatilho aciono nas teclas.
O alvo é bem no meio da testa, mas no lado de dentro.
Cada um se defende como pode.


